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Responsabilidade e cuidado consciente

Ando ultimamente de bico com o pediatra da minha filha. Minha filha está com um ano e dois meses e durante a última consulta senti certa ironia da parte dele quando comentei que minha filha vai mamar até dois anos..PELO MENOS!

“Até dois anos já tá bom!”. Nossa ouvir isso de um profissional que estudou anos e que tem filhos me deu nos nervos. Saí revoltada do consultório ao ouvir tal declaração. Essa não é a primeira vez que descordo dele..mas tenho consciência que hoje em dia nem sempre é fácil achar um profissional que você consiga concordar em tudo.

De qualquer forma, depois do episódio, tomei algumas decisões: vou continuar amamentando a minha filha até quando eu e ela acharmos necessário; vou acordar a noite quantas vezes for preciso só para não ter que deixá-la chorando no berço, mesmo que para o pediatra… eu esteja “deseducando” a Joana. Ah esqueci da última e mais recente decisão: começar a procurar um pediatra que eu me identifique mais e que tenha um perfil mais humanizado.

Recebi essa semana de uma amiga.. o excelente texto do site Paizinho, Vírgula e me senti tão próxima da situação descrita que decidi compartilhar.

Pediatra? Quem Manda Aqui Sou Eu!

Desde quando eu e minha esposa engravidamos, começamos a enxergar o grande problema que existe entre a sociedade e a classe médica: a relação de submissão. Submissão do paciente perante o médico, claro.

Durante a gestação, passamos por alguns ginecologistas obstetras que, como a maioria dos que estão por aí, querem mandar no corpo da mulher, subjugando seus desejos e entendimentos, com pouquíssimas exceções e, claro, excluindo os profissionais humanizados. Fomos de médico em médico, até nos darmos conta de que o modelo de parto domiciliar era o que melhor atenderia a nossa família. Acho que, inclusive, o fato de não ter um médico tentando mandar no parto contribuiu bastante para a nossa escolha.

Assim que o Dante nasceu, percebemos que esse problema cultural não acabaria ali, estendendo-se aos pediatras. Por que a maioria dos pediatras gosta de mandar nos pais, nos bebês e, principalmente, na maneira que criamos? Provavelmente porque já está entranhado neles o sentimento de que nós, pais, somos ignorantes e, portanto, incapazes de cuidar dos nossos filhos. Talvez porque apenas eles, que estudaram alguns anos sobre pediatria e medicina, com certeza entendem melhor dos nossos filhos, mesmo que a maioria deles sequer tenha filhos.

Pois bem, prezados médicos, adivinhem só? Conosco não vai ser assim.

Nós, desde o ínicio da gestação, passando pelo parto e agora na criação, nos tornamos ativistas, empoderados, engajados, entendidos e, com absoluta certeza, profundos conhecedores do nosso filho. Nós somos os novos pais que têm acesso à informação, que verificam o que você fala, que não acreditam em tudo o que você diz e que acreditam na intuição quando o “sensor aranha” dispara. Nós estamos pagando pelos seus serviços e exigimos respeito.

Nós sabemos que nós somos os maiores especialistas no nosso filho.

É preciso que todos nós, pais, tomemos consciência disso. Toda a responsabilidade pela criação e saúde dos nossos filhos está em nossas mãos, não nas mãos de um terceiro que possui centenas de outras crianças na cabeça. Nós conhecemos os nossos filhos melhor do que ninguém, e sempre que sentirmos que algo está errado, devemos confiar no nosso instinto e investigar, mesmo que um pediatra diga que está tudo bem. Há muitos casos por aí em que pediatras se enganaram e a intuição dos pais estava certa o tempo inteiro.

O modelo atual de terceirização dos cuidados do bebê é muito conveniente, para todas as partes. Para os pais, que confiam a saúde de seus filhos integralmente nos pediatras, podem se eximir de quaisquer responsabilidades, ou pelo menos é isso que eles pensam. Quem nunca ouviu isso?

– Mas o pediatra falou que meu leite estava fraco e, por isso, tive que dar fórmula!

Por outro lado, esse modelo é incrivelmente confortável para os pediatras que terão uma agenda cheia de pais “obedientes”, que farão tudo o que eles mandarem e, portanto, sem “criar problemas”. Afinal de contas, quem é que vai gostar dessas mães-índias-ativistas? Ninguém merece, né? Ah, mas o seu filho merece. Seu filho, que está aí e depende inteiramente de você, merece isso.

Então, prezado pediatra, se você receitar leite artificial para complementar a amamentação em livre demanda que está indo bem, não espere que eu vá gastar meu rico dinheirinho em latas de leite. Ainda mais se o meu filho está fazendo bastante xixi ao longo do dia, está ativo e mamando bastante na mãe dele.

Ou se você receitar um anti-ácido para o meu filho que está golfando muito, não espere que eu dê isso a ele, muito menos se a tabela que você usa para dar o diagnóstico tem uma logomarca gigante da Nestlé Nutrition. Não preciso tratar de sintomas, preciso encontrar a real causa do problema e, também, outro pediatra.

Se você me disser que meu filho tem que dormir no berço, não espere que eu vá fazer outra coisa além de ignorar você. Quem é você para indicar como a minha família deve dormir?

E também, se você resolver falar que meu filho tem que ser deixado sozinho num canto, chorando para aprender a não ser “mimado”… Bem, pode acreditar que eu não virei pai para praticar tortura chinesa com o meu filho. E pode acreditar também que eu vou falar mal de você aos quatro ventos.

Agora, se você for bacana, entender a sua posição enquanto pediatra e nos auxiliar de maneira baseada em evidências científicas, pode acreditar que farei a maior propaganda de você. Precisamos de mais pediatras humanizados e não intervencionistas, que entendam das necessidades do bebê e da família.

Não delegue a responsabilidade sobre o seu filho.

Você é o maior especialista nele.

PS: deixar um bebê chorando provavelmente não está no leque de coisas praticadas na tortura chinesa, mas bem que poderia, porque é uma baita de uma sacanagem.

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DIY: Atividade sensorial para crianças – Faça Você Mesma!

colorindo arroz

Gente muito simples essa brincadeira para crianças. Além de ajudar no aprendizado das cores também estimula o sentido do tato. Pode ser feito tanto com arroz como com areia.

Materiais:

Arroz Branco ou Areia

Peneira

5 sacolas plásticas

5 corantes para comida, em diferentes cores

Colheres

Papel-toalha

Água

Passo-a-passo:

Coloque a peneira na abertura das sacolas plásticas e encha-as com areia. Deste jeito você retirará qualquer tipo de restos, como pedras ou conchas que tenham ficado nela. Para quem for usar o arroz não é necessário usar a peneira. Basta colocar o arroz diretamente nos saquinhos.

Depois adicione algumas gotas do corante para comidas em cada uma das sacolas. Adicione um pouco de água, mas não muita, para que o material utilizado possa absorver corretamente o corante.

Depois feche a sacola e mexa a areia/o arroz para que fique completamente colorida (o) . Deixe pousar durante meia hora.

Passado esse tempo, coloque o conteúdo de cada sacola sobre papel-toalha para assim secar. Deixe secando durante um dia e depois já ficará pronta para brincar com a criançada.

Fonte: Site oartesanato.com

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Aplicativos para crianças

No mundo de hoje a tecnologia está tão imersa em nossas vidas que nem percebemos. Apesar da necessidade de controle, as crianças já crescem em meio a muita informação, internet, celulares, computadores, tablets, etc. Os avós, tios e os próprios pais ficam impressionados pela rapidez e facilidade de aprendizado desta nova geração de pequenos!

A Apple conta com alguns aplicativos voltado para o público infantil. Uma gama variada de apps para o aprendizado das cores, do alfabeto, de matemática, dos animais e até quebra-cabeças. Alguns dos aplicativos são gratuitos!

Veja o ícone de alguns aplicativos abaixo:

early-learning-abc-apps

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Já nasceu?! É mudança que não acaba mais…

Depois que me tornei mãe e várias amigas também..um assunto recorrente tem sido a dificuldade dos maridos em assimilar a nova tarefa. Do outro lado, os papais de primeira viagem se defendem e dizem que são tantas as mudanças na vida do casal e nas prioridades que às vezes fica difícil de assimilar tudo tão rapidamente.

Minha experiência não foi diferente. Tanto eu (sim, me incluo nesta!!) quanto o meu marido tivemos um choque de realidade com a chegada da Joana. Comigo o choque não foi tão grande porque a mãe leva nove meses gerando um bebezinho ..acontecem mudanças físicas e emocionais..tudo ao mesmo tempo. Com os papais, apesar de também estarem “grávidos” (leia aqui sobre alguns mitos sobre a paternidade), às vezes a ficha só cai mesmo quando o filho nasce. Aí vem uma avalanche de sentimentos de uma só vez para os coitados assimilarem!

A partir daí é que acredito que a paternidade realmente começa a aflorar…para uns esse processo é mais rápido e para outros demora um pouco mais. Artur sempre me ajudou com a Joana, mas, algumas vezes, eu morta de cansada e exausta por conta das noites mal dormidas em consequência das cólicas e amamentação exclusiva…ainda tinha que ouvir no outro dia do maridão: “Ah amor, você não pode trocar essa fralda pra mim? “. Nossa, subia o sangue!

Como qualquer casal…tivemos nossas discussões, mas aos poucos as coisas foram melhorando e com o tempo ele foi entendendo que a vida mudou e que não importasse nossas condições, se estávamos cansados, felizes ou tristes, com saúde ou doentes..a nossa filha precisava da gente e só podia contar conosco!

Algo que auxiliou muito a nossa família no entendimento dessas mudanças de prioridades e determinação de papeis foi o livro de Laura Gutman (clique aqui para saber mais). A intenção do livro não é ser um manual, mas a autora demonstra a importância, por exemplo, do papel do pai (ou qualquer outra pessoa que desempenhe essa função) na separação emocional de mãe e filho, o que segundo Gutman, acontece por volta dos dois anos de idade da criança.

Com esse último Dia dos Pais fiz uma retrospectiva aqui na minha cabeça de como estamos mais unidos e em sintonia. Eu já sabia que Artur seria um paizão, mas me surpreendo a cada dia em como ele é intuitivo.. às vezes até mais do que eu..e de como é presente e participativo na vida da Joana..mesmo quando está longe e viajando está sempre antenado com a rotina dela. Me pergunta se ela tomou a vacina direitinho e como foi o dia dela.

Fico radiante em ver isso tudo porque sei que no mundo de hoje..ser pai e mãe..de maneira realmente participativa na vida dos filhos está cada vez mais difícil. Muitas vezes as pessoas não querem abrir mão de suas vidas, profissional, etc, pelos filhos. É claro que é necessário um equilíbrio: buscar a realização pessoal, mas sem esquecer dos filhos..de dar amor e, principalmente, valores.

Ter filhos é muita doação e renúncia.. tanto do pai quanto da mãe. Realmente é difícil de entender tantas mudanças com o nascimento deles, mas felizmente acho que aqui em casa entendemos essa lição. Que venham as próximas!!

Dedico este post aos grande amores da minha vida…

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Uso da internet por crianças e jovens

redes1Em meio a uma leitura da revista Carta na Escola, publicação que reúne matérias da revista CartaCapital com temas da atualidade para debate em sala de aula, me deparei com um texto bem interessante sobre o uso da internet por crianças e jovens no Brasil. A reportagem (leia na íntegra) destaca a pesquisa “TIC Kids Online Brasil 2012 – O Uso da Internet por Crianças e Adolescentes no Brasil“, em que foi comprovado que  o primeiro acesso à internet no País acontece, em média, entre os nove e dez anos de idade.

O estudo realizado pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação aponta ainda as dificuldades das escolas em se adequarem ao perfil desses jovens antenados e que buscam métodos de aprendizagem além das abordagens pedagógicas convencionais. Outro ponto interessante destacado na matéria é a dispariedade da inclusão digital no Brasil e como isso tem influenciado no acesso democrático à internet.

“A inclusão digital de jovens não depende da aplicação da tecnologia a políticas pedagógicas somente. É possível até mesmo dizer que nisto não há muita diferença entre escolas públicas e privadas, pois as privadas podem até estar mais à frente no sentido de ensinar os alunos a manipular o computador, mas também não utilizam os recursos digitais para criar novas propostas de ensino, como utilizar um game para resolver uma equação de segundo grau”, explica Regina de Assis, mestre e doutora em Educação pela Universidade de Harvard e pela Universidade de Colúmbia e consultora em mídia e educação. (Trecho da reportagem da revista Carta na Escola). 

Falando agora da pesquisa, de forma mais detalhada, um ponto que me chamou a atenção foi o tópico “Uso Seguro da Internet”, que fornece dicas e recomendações para pais e responsáveis sobre como ajudar crianças e adolescentes a adotarem uma postura preventiva. Eis um trecho do estudo a seguir:

O primeiro passo para se prevenir dos riscos relacionados ao uso da Internet é estar ciente de que ela não é “virtual”. Tudo o que ocorre ou é realizado por meio da Internet é real: os dados são reais, e as empresas/pessoas com as quais interagimos são as mesmas que estão fora dela.
Desta forma, os riscos aos quais estamos expostos ao usá-la são os mesmos presentes em nosso dia a dia, e os golpes que são aplicados por meio dela são similares àqueles que ocorrem na rua ou por telefone (Retirado das págs. 70 e 71 da pesquisa em – “Recomendações de Segurança”). 

[…]

Algumas atitudes que pais ou responsáveis podem tomar para proteger seus filhos dos riscos de uso da Internet são:
• Manter o computador em um local público da casa (por exemplo, na sala ou próximo à cozinha). Assim, mesmo a distância, é possível observá-los, orientá-los e participar juntamente com eles das atividades;
• Configurar a função “controle para pais” disponibilizado em alguns sistemas para tentar evitar que os filhos tenham contato com conteúdo indevido;
• Alguns jogos bastante apreciados pelos filhos permitem que você controle as ações que eles podem tomar e podem auxiliá-lo a protegê-los 

Para quem quiser se aprofundar no tema desse estudo é bem interessante e traz diversos indicadores sobre local, frequência e atividades realizadas pela internet por crianças e adolescentes, dentre outros assuntos como a importância da implementação de políticas públicas voltadas para a inclusão digital. Se tiver um tempo, vale muito a leitura!

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Dicas de leituras

Atualmente conto com dois livros de cabeceira e gostaria de compartilhar com vocês. O primeiro é o Livro da Maternagem, da Dra. Relva, que apesar do formato “bíblia” é bem gostoso de ler e conta com capítulos pequenos e sobre os mais variados assuntos. Ele é voltado não apenas para as famílias como também para profissionais da saúde. Achei bem completão e atual..conta até mesmo com temas como alienação parental e bullying. Me tranquilizei bastante quando comecei a ler e sanei várias dúvidas.

Já o segundo livro – A maternidade e o encontro com a própria sombra, da autora Laura Gutman – complementa e aprofunda bastante o conteúdo compilado pela Dra. Relva sobre maternidade consciente. Também se destaca por trazer temas desde à gravidez, à importância do pai na separação emocional de mãe e filho até questões relacionadas à mãe e a volta ao trabalho. No entanto, o grande diferencial do livro são os estudos de casos..que atuam como exemplos concretos do que Gutman descreve ao longo do capítulo. Achei excelente porque fica mais fácil o entendimento e algumas vezes até me identifiquei com alguns acontecimentos. Além disso, a autora é muito sensível e aponta como esse resgate com a própria intuição e com a experiência da maternidade pode determinar o vínculo emocional e afetivo com os filhos.Enfim, vale muito a leitura! 

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Dica: Curso de Doula e Educadora Perinatal

Calm Doula

Durante a minha primeira gestação sabia pouco sobre o trabalho e a importância das doulas no que diz respeito ao suporte emocional e físico, não só da mulher, como do casal. Hoje em dia, me considero um pouco mais informada e com certeza vou optar por uma doula na minha segunda gravidez.

Vale ressaltar que o Ministério da Saúde, assim como, a Organização Mundial da Saúde reconhecem a contribuição dessas acompanhantes na assistência ao parto.

Para quem tem interesse no tema o blog Bibliografia da Doula conta com uma vasta rede de informações sobre gravidez, parto, humanização e afins. E para quem deseja se tornar uma doula em Brasília, segue a dica:

cartaz