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Mais Malalas, please!

Este sábado em meio a uma feijoada cheia de crianças me deparei com algo triste ou, no mínimo, angustiante. Ouvir uma garota de sete anos cantar: “Prepara, que agora o show das poderosas..”. Não..não quero parecer chata ou dizer “ah na minha época era diferente..as meninas tinham mais infância e bla, bla bla”.

Na realidade, acredito que na minha época também tinham essas figuras femininas sensualizadas que influenciavam o público infanto-juvenil e adolescentes em geral como as Spice Girls e Britney Spears. Mas o que me pergunto é  até quando a indústria midiática vai ficar reciclando esses modelos de erotização, de beleza, etc.?

Ando com tanta preguiça disso tudo..de ver programas de TV em que mostram meninas com cabelo cacheados fazendo chapinha…ou com sombra nos olhos de tom azul… ou em ver garotas recém-saídas da infância já usando batons em tom vermelho ou vinho (sério já vi diversas vezes no shopping!)…porque está na moda.. ou em que meninos e meninas brancas são sempre heróis… enfim..a lista é grande de padrões ridículos e preconceituosos que a mídia tem apresentado por várias gerações.

Fico me perguntando se alguns desses jovens conhecem Malala Yousafzai. Uma pasquitaneza de 16 anos que se tornou conhecida no mundo todo há cerca de um ano após ter sido baleada na cabeça por Talibãs pelo motivo de defender a educação feminina em seu país.

Ela sobreviveu ao atentado, felizmente, e hoje vive na Inglaterra com sua família. Malala foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz recentemente. No entanto, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) levou a premiação deste ano.

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Ainda assim, por que não podemos ter como modelos pessoas como Malala? Não vende? É pelo fato dela ser muçulmana? Por que a mídia não vai além e vê o que há de potencial na história dessa adolescente? Por que não mostrar a relevância de se engajar desde jovem, de se desenvolver um senso crítico e político acerca das coisas..? Enfim..apenas um desabafo!

Obviamente, os pais contam com papel primordial nisso tudo. Quem é pai e mãe sabe …são os principais modelos e exemplos para os filhos. Cabe a nós orientarmos e estarmos presentes para que padrões produzidos pela indústria fonográfica, em especial, não sejam potencializados na cabeça dos pequenos.

Vamos ajudar a romper esse ciclo!

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Mamadeira com designer inovador

Pessoal, segue uma dica para as mamães. O fabricante Relia é voltado para o desenvolvimento de produtos plásticos como mamadeiras, chupetas e mordedores livres de BPA. Um de seus produtos premiados internacionalmente é a mamadeira da marca Adiri, que simula a partir de um design diferenciado o seio materno. Além disso, conta com um número reduzido de peças facilitando assim a limpeza.

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O designer inovador e patenteado também se reflete no preço do produto. Enquanto uma mamadeira para recém-nascido da Adiri custa em média US$ 11,  um conjunto com três mamadeiras da Avent, por exemplo,  custa cerca de US$ 22 e da MAM em média US$ 15.

De qualquer maneira, o produto me chamou a atenção porque realmente achei bem parecido com o bico do peito. Para quem tiver interesse, achei uma loja virtual que vende o produto aqui no Brasil mesmo, além da loja oficial lá nas gringas.

Só lembrando: O leite materno ajuda o bebê a crescer forte e saudável. Por isso, até os 6 meses, dê apenas o leite materno. Depois, ofereça alimentos saudáveis e continue amamentando até os 2 anos ou mais. (Fonte: Ministério da Saúde).

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Momento da Creche: adaptação para a criança e família

adaptacao-escolarDecidir o momento de matricular seu filho na creche é uma decisão difícil. Após ter optado por ficar um tempo sem trabalhar para cuidar e curtir esse momento com a Joana é chegada a hora de voltar para o mercado de trabalho.

Como terei que retornar em breve, eu e meu esposo decidimos colocar nossa filhota um pouco antes na creche para que nós duas pudéssemos nos adaptar a nova rotina.

Eis o motivo de tanto tempo sem postar nada. Joana começou a adaptação no início de setembro e, de lá para cá, foram muitas etapas vencidas e expectativas superadas.

Sabemos que cada criança tem um tempo de adaptação. Umas levam apenas alguns dias e logo estão à vontade com os novos horários e pessoas. Por outro lado, algumas crianças levam um pouco mais de tempo. Tudo depende de uma série de aspectos, da faixa etária, do método de adaptação utilizado pela escola e da forma como é acolhida. Saber lidar com as expectativas nesta fase é muito importante. Digo por experiência própria!

Nos primeiros dias Joana estava hiper bem e comendo. Já na semana seguinte – a semana “caiu a ficha” – foi diferente: não comia direito e tinha momentos tranquilos e de muito choro. Fiquei arrasada porque criei falsas expectativas no início por acreditar que a adaptação dela não seria muito difícil.

Na realidade, sentia muita culpa por pensar que estava gerando algum tipo de sofrimento na minha filha. Cheguei a me questionar e a conversar com meu marido se aquele era realmente o momento certo, se não tinhamos acelerado as coisas…e que talvez ainda não estava na hora da Joana. Pensamos em mudar o horário, passá-la para de tarde porque achávamos que de repente não tinha rolado empatia entre ela e as professoras. Enfim… pensamos e conversamos muito.

Passados cerca de 15 dias (sendo que Joana adoeceu neste intervalo) decidimos ir conversar com a coordenadora de expor nossas preocupações e ansiedades. Ela nos apoiou e explicou de forma detalhada como acontecia esse período de adaptação para criança e pediu mais alguns dias para vermos como seria a evolução dela. Após sairmos reconfortados e mais confiantes decidimos manter a nossa pequena na creche e esperar pacientemente pelo momento dela.

Foram momentos difíceis para mim. Não conseguia pensar em nada que não fosse na Joana. Fiquei para baixo e ao deixá-la me sentia triste…mas até que finalmente o dia dela chegou! Antes do mês acabar ela desabrochou. A sensação foi maravilhosa em ver sua filha se divertindo e interagindo sem ter você por perto! Uma sensação de dever cumprido..mais uma etapa vencida! Yeah!

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Enquanto pensava neste post e em compartilhar com vocês essa experiência..achei que seria válido dar algumas dicas para pais de primeira viagem como nós:

1. Esteja seguro em relação à escolha da creche. É importante confiar nas pessoas que cuidarão do seu filho. Isso também passa mais confiança para a criança.

2.Avalie se o método de adaptação da escola é compatível com o que deseja.

3.Se for possível, matricule seu filho em alguma creche perto de casa ou do trabalho para que qualquer eventualidade você possa chegar rapidamente ao local. Ainda mais na fase de adaptação.

4.Converse com seu filho no caminho para a escola e explique para onde ele está indo. Prepare-o. Mesmo muito pequenos e sem falar direito..acredito que as crianças conseguem compreender muitas coisas.

5. Depois que pegar o filhote na escola procure dar atenção..conversar e brincar. Afinal, ele ficou parte do dia sem você. Fazer um mimo e dizer que estava com saudades é altamente recomendável! hehe

Encontrei também este artigo que dá um panorama completo sobre como se dá o acolhimento e adaptação para crianças, famílias e métodos de planejamento usados pela escola. Vale a leitura com certeza! Espero que gostem!