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Dicas de leituras

Atualmente conto com dois livros de cabeceira e gostaria de compartilhar com vocês. O primeiro é o Livro da Maternagem, da Dra. Relva, que apesar do formato “bíblia” é bem gostoso de ler e conta com capítulos pequenos e sobre os mais variados assuntos. Ele é voltado não apenas para as famílias como também para profissionais da saúde. Achei bem completão e atual..conta até mesmo com temas como alienação parental e bullying. Me tranquilizei bastante quando comecei a ler e sanei várias dúvidas.

Já o segundo livro – A maternidade e o encontro com a própria sombra, da autora Laura Gutman – complementa e aprofunda bastante o conteúdo compilado pela Dra. Relva sobre maternidade consciente. Também se destaca por trazer temas desde à gravidez, à importância do pai na separação emocional de mãe e filho até questões relacionadas à mãe e a volta ao trabalho. No entanto, o grande diferencial do livro são os estudos de casos..que atuam como exemplos concretos do que Gutman descreve ao longo do capítulo. Achei excelente porque fica mais fácil o entendimento e algumas vezes até me identifiquei com alguns acontecimentos. Além disso, a autora é muito sensível e aponta como esse resgate com a própria intuição e com a experiência da maternidade pode determinar o vínculo emocional e afetivo com os filhos.Enfim, vale muito a leitura! 

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Dica: Curso de Doula e Educadora Perinatal

Calm Doula

Durante a minha primeira gestação sabia pouco sobre o trabalho e a importância das doulas no que diz respeito ao suporte emocional e físico, não só da mulher, como do casal. Hoje em dia, me considero um pouco mais informada e com certeza vou optar por uma doula na minha segunda gravidez.

Vale ressaltar que o Ministério da Saúde, assim como, a Organização Mundial da Saúde reconhecem a contribuição dessas acompanhantes na assistência ao parto.

Para quem tem interesse no tema o blog Bibliografia da Doula conta com uma vasta rede de informações sobre gravidez, parto, humanização e afins. E para quem deseja se tornar uma doula em Brasília, segue a dica:

cartaz

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Missão: escolha da creche/escolinha

É chegado o momento de colocar o (a) filho (a) na escola e aí você começa a pesquisar, fazer planilhas de gastos, avaliar qual é o melhor método, enfim..a lista é grande dos itens a serem observados. Comecei a busca por uma creche/escolinha para a minha filhota ainda em junho. A ideia é colocá-la em 2014, mas como em Brasília as escolas voltadas para educação infantil estão extremamente concorridas..e o período de matrícula costuma acontecer entre outubro e novembro do ano anterior..dei início à pesquisa.

Nas minhas visitas às escolas escolhidas fiquei atenta aos seguintes aspectos:

* Missão e Valores estimulados pela escola por meio de atividades junto às crianças (vale frisar que em algumas visitas às escolas.. o tema por vezes não foi sequer mencionado por alguns educadores/ coordenadores pedagógicos.., apenas quando perguntei foi falado,  o que achei um tremendo absurdo!)

-Nível de segurança do ambiente escolar (acesso aos visitantes; estrutura apropriada para crianças como banheiros adaptados; segurança dos brinquedos e localidade das piscinas; existência de enfermaria e procedimento dado ao uso de medicamentos dentro da escola) ;

-Limpeza e organização de cozinhas, banheiros e nas áreas comuns da escola;

-Metodologia pedagógica (No meu caso, optei por uma com método e filosofia Montessori);

-Localidade e Preço (Claro que podemos tentar o melhor custo-benefício, mas vamos não levar só isso em consideração né?! Afinal, nossos filhos merecem o melhor em termos de educação).

Bom, eu e meu marido já escolhemos a escola e ficamos muito felizes com a nossa decisão! Estamos ansiosos e esperamos que a nossa pequena Joana se adapte bem e faça muitos amigos!!

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A chegada da maternidade

maternidadeA maternidade me chegou de forma inesperada e em um momento acelerado da minha vida. Estava noiva e envolta nos preparativos do casamento, tinha iniciado uma especialização, estava em um emprego que sugava parte da minha alma..nas horas livres queria sair..encontrar as amigas..fazer patchwork..e ainda havia milhares de textos da pós para ler..

Essa jornada mistureba se intensificou logo depois que me formei em jornalismo e parti para Austrália, onde fiquei por cerca de dois anos. Desde então não tinha parado. Minha vida profissional estava em primeiro plano até que engravidei. Pá! Deu um estalo na minha cabeça! Meu mundo parou. “Eu? Mãe? Mas já? Tenho tantos planos, tantas viagens que quero fazer a dois com meu marido..tantas coisas que quero realizar antes. Não estou preparada”, pensei e caí em prantos. Na época..tinha 27 anos..não era nenhuma adolescente grávida, mas ainda assim levei um tempo para entender que as minhas prioridades seriam outras. Fiquei muito feliz com a notícia..o medo, no entanto, me provocava calafrios.

Bom, mas não é a toa que levamos nove meses para parir..Realmente você e todos ao seu redor precisam compreender a relevância dessa novidade! Entre todas as minhas amigas chegadas..achei que seria uma das últimas a ter filhos. A missão chegou mais cedo do que eu esperava.

A partir da descoberta da gravidez (já com dois meses de gestação), um processo de autoconhecimento se iniciou dentro de mim…, o que se intensificou com a chegada da Joana. Percebi como ainda era imatura para muitas coisas. Melhorei em algumas..passei a respeitar mais as minhas limitações e a entender que não sou a mãe perfeita, a filha perfeita, a esposa perfeita…além de compreender que nem sempre a culpa é minha quando a Joana adoece, por exemplo. Percebi que estou fazendo o que acho melhor para minha filha..mesmo sabendo que não vou acertar sempre. Atualmente, o que mais desejo é levar isso para o meu coração e seguir a minha intuição e SER FELIZ!

Não quero atender a essa pressão louca que a sociedade nos impõe de abafar nosso instinto materno, de culpa excessiva, de competição e de criar crianças como mini-adultos. Criação de filhos é muito pessoal e particular..não existe manual de instrução porque cada criança é única..tem uma formação familiar e uma rotina, mas o mundo de hoje parece não respeitar que o momento da infância deve ser envolto em brincadeiras, em colo, em atenção e, principalmente, em amor. Essa pressão chega nas coisas mais simples como escolher dar chupeta ou deixar o filho chupar o dedo. Tudo está determinado!!Penso que se o mundo respeitasse mais o tempo das crianças, se tentássemos compreende-las melhor, talvez tivéssemos menos casos de pessoas depressivas, agressivas e desumanas.

A maternidade me trouxe como nunca uma vontade voraz de ser eu mesma e mesmo com os julgamentos que virão..pretendo maternar de forma consciente..com sensibilidade e amor.